17 julho 2012

Notícias do sindicalismo moderno

Já todos sabíamos que o sindicalismo moderno, uma coisa à moda do século XXI, era capaz de grandes feitos, sempre a dialogar, sempre em concertação, sempre em traição negociação.

As lutas, as greves, a teimosia na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores são coisas do passado, hoje o que se quer é muita amizade, sorrisos para as câmaras, palavras bonitas sobre a paz social e uma economia competitiva.

No Portugal do século XXI, cabe à UGT e ao seu Secretário-Geral, João Proença, a grande honra de representar este sindicalismo moderno, sempre dispostos a assinar um papel, seja ele qual for, sempre em nome do objectivo final: a concertação.

As palavras de João Proença que hoje surgem na comunicação social dizem tudo sobre este senhor e o tal sindicalismo moderno, depois de em nome da UGT ter assinado um acordo com o Governo e os patrões para a revisão do Código do Trabalho, traindo uma vez mais os trabalhadores, vendendo sabe-se lá a que preço os seus direitos e interesses, vem agora dizer que: «Esta revisão do Código do Trabalho é má, nomeadamente por pôr em causa o valor dos salários e do trabalho extraordinário, e não resolve os problemas da economia e das empresas...»


Com o próprio a confessar o seu papel de vendido e de instrumento dos governos e dos patrões para dividir trabalhadores e enfraquecer a sua luta, resta mandar o sindicalismo moderno àquela parte e continuar a defender o sindicalismo de classe que luta, resiste e não se vende, como o instrumento privilegiado dos trabalhadores para defenderem os seus direitos e a dignidade do trabalho, conquistando melhores condições de vida. 


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